DIAS DE VINHO E VINIL

Não era o luar mais sombrio,
Que acorda os fantasmas,
Desses que assustam a dama de branco.

Eram noites, cinzas de dias multicores,
Eram risos de dores…
Era uma dor febril…

Livros perdidos, mal lidos.
Uma busca incessante,
Um perigo constante.

Vivendo dias frisantes,
Beijando a boca dos Lobos,
Comendo corpos amantes.

Tempos de vida e vitrola,
Eras de treva e trovão,
Abraço apertado e hostil.

Uva sem luz, sentimento de plástico.
Engano torpe d’uma canção.
Dias de vinho e vinil…

Americana SP 19/05/2016

Fernando Fortuna

Publicitário, escritor, cineasta, músico. Pois bem, amante das artes e dos movimentos filosóficos da alma. Noite Literal é o meu quintal celestial. É neste espaço que pretendo trocar energias com você.

Leia também

COMENTE!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *