O MUNDO SEM MOTORES

Nesta realidade não existem motores.

O mundo nunca pode contar com o gênio mecânico de Arquimedes ou de Leonardo Da Vinci, nem de qualquer outro gênio.

A ideia de um motor para mover veículos e tantos outros objetos, nunca existiu na cabeça de nenhum ser sobre o planeta Terra.

Todas as outras tecnologias foram idealizadas.

Algumas não foram adiante, pois dependiam de um objeto que não existe: o motor.

Para outras, deu-se um jeito.

A ideia da tração animal nos transportes avançou com as charretes.

Amortecedores trouxeram o conforto nas viagens, os cavalos ficaram mais fortes, mais velozes, mais espertos, mais resistentes, graças aos avanços genéticos.

Grandes navios cruzam os oceanos com a mais alta tecnologia em velas, e com cem por cento de aproveitamento dos ventos.

As viagens aéreas acontecem em casulos chamados de aviões, com tudo o que você conhece de um avião, há somente uma diferença: não existem as asas.

Também não existe a ideia de desastre aéreo, nunca ocorreu nenhum.

Por quê?

Bem, o nome avião vem de transporte aéreo feito por um gavião. “A” de aéreo mais “vião” de gavião, avião.

Nos aeroportos não existem pistas de decolagem ou aterrissagem.

Os cavalos puxam os casulos até o centro de decolagem, de onde são retirados por gigantescos gaviões, que surgem num rasante, pegam os casulos por uma haste e os carregam até seu destino final.

Tais gaviões foram geneticamente modificados e são treinados para exercer esta função.

Quem teria tido tal ideia?

Um homem conhecido como Santos Dumont, o pai dos gaviões.

A história dizia também que, na aviação moderna, dois irmãos ingleses, conhecidos como irmãos Wright, tiveram a ideia de colocar asas nos casulos e construir algo como uma pista de aterrissagem.

A ideia era de que o casulo poderia planar com suas asas até o aeroporto, mas foi descartada rapidamente, pois os custos de uma pista eram elevados e desnecessários.

O gavião já trás o casulo para a pista em segurança.

Os técnicos diziam que, as asas, causariam desconforto para as aves, e as pessoas diziam não confiar nas asas dos homens, apenas nas asas dos pássaros.

Outros gaviões foram treinados para voar para fora de nossa atmosfera.

O primeiro ser a usar um traje espacial foi um gavião chamado Gagari, uma homenagem ao seu treinador Yuri Gagari.

E o primeiro ser a pisar na Lua foi um gavião chamado Armstrong, que posteriormente levou seu treinador, Neil Armstrong, a se tornar o primeiro homem a pisar na Lua.

Assim, todas as coisas que precisam daquilo que você conhece como um motor possui tração animal, contam com a força de um elemento natural, ou não existem.

Contei para um amigo desta realidade alternativa, sobre uma realidade onde os objetos e veículos possuem um dispositivo que produz sua própria tração e pode movimentar as coisas, que eram movidos por combustão e explosão.

Mas, ele riu e perguntou de onde eu tirava estas ideias.

Ele dizia que não havia nenhuma vantagem em substituir os músculos da natureza, que a natureza é quem movimenta o mundo, movimenta os planetas.

Ele perguntava: – Por que deveríamos gastar energia e conhecimento explodindo coisas para movimentar outras? Isso é irracional.

Fernando Fortuna

Publicitário, escritor, cineasta, músico. Pois bem, amante das artes e dos movimentos filosóficos da alma. Noite Literal é o meu quintal celestial. É neste espaço que pretendo trocar energias com você.

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