A HUMANIDADE FEMININA

fotógrafo Tschiponnique Skypin, tendo sido a modelo pintada pelo artista de pinturas corporais Jörg Düsterwald

Existe uma realidade onde nosso ambiente é completamente estável e livre de alterações significativas.

A natureza sabe que a mulher é um animal superior ao homem na escala evolutiva, e produziu uma raça assexuada, com a vantagem de preservar as características do organismo em manter um patrimônio genético contendo todas as soluções possíveis para as condições ecológicas.

Os seres assexuados são aqueles que podem se reproduzir sozinhos.

A maioria dos seres que se reproduzem assexuadamente é unicelular, mas alguns animais e vegetais pluricelulares também podem fazer uso desse método.

A maioria dos lagartos se reproduz justamente assim, como também o faz a humanidade feminina desta realidade.

Há ainda uma vantagem nesse tipo de reprodução.

Ela proporciona à espécie um potencial maior de crescimento demográfico.

O companheirismo e o romantismo permanecem.

O que chama a atenção é a simulação do ato sexual: as fêmeas ovulam com mais facilidade quando há outras por perto imitando machos.

Uma mulher se comporta como a fêmea que, de fato, é.

A outra age como se fosse um macho, montada sobre sua parceira.

A cada duas semanas, os papéis se invertem.

O processo é controlado por mudanças hormonais.

Lá a forma de reprodução assexuada mais frequentemente observada é o Brotamento ou Gemiparidade, onde de um indivíduo inicial brota outro indivíduo, que se destaca do primeiro e passa a ter vida independente.

O cosmos escolheu, nessa realidade, ser representado pelo sexo feminino e nasceu um mundo onde só existem mulheres.

Mas, a sociedade evolui da forma que você conhece.

A psique humana ainda é a mesma: O controle superficial do consciente tentando dominar a obscuridade do subconsciente.

O resultado ainda é gente boa e gente má, solidária e egoísta, e a natural dominação da forte sobre a mais fraca.

O territorialismo, a competição e a estupidez humana.

A moda deste lugar é a mesma que você conhece em sua dimensão.

Algumas mulheres usam calça jeans e andam sem camisa quando sentem o calor do verão.

Outras usam saias, minissaias e salto alto.

Outras ainda preferem terno chapéu e sapato.

Algumas delas preferem seus cabelos longos, outras preferem não possuí-los.

Algumas pensadoras conjecturam sobre a possibilidade de sua raça ser como outros animais da natureza, que necessitam de um macho para a reprodução.

A própria bíblia sagrada desta realidade tem uma passagem sobre um ser, que foi suprimido pela Deusa, para repousar dentro da mulher.

Um macho que seria gerado de suas costelas para tentá-la a comer da árvore da sabedoria, no jardim de Éden.

Mas, a serpente, que se alimentava de um leite produzido por Eva, mordeu a primeira mulher nas costelas, abaixo do seio direito, onde injetou seu veneno para matar Adão, um macho que traria a dor para a mulher.

As famílias são numerosas e, curiosamente não existe a escala de parentesco que você conhece como pais, tios, tias ou avós.

Reconhecem-se e respeitam-se como irmãs.

As mais velhas são as irmãs anciãs, as mais novas, assim mesmo, novas irmãs.

Existe mesmo uma versão feminina de mim e de você.

Um messias feminino, uma Hitler, uma senhora Einstein, uma senhorita Elvis Presley.

Todos os personagens da tragédia humana são mulheres.

Sua crença reconhece a existência de Uma única Deusa, criadora de todas as coisas, A Grande Irmã Celestial.

Fernando Fortuna

Publicitário, escritor, cineasta, músico. Pois bem, amante das artes e dos movimentos filosóficos da alma. Noite Literal é o meu quintal celestial. É neste espaço que pretendo trocar energias com você.

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