O VINHO DA ALMA MORTA

Minha alma, então, morreu…
Sem velório e sem enterro.
Só restou o pesadelo
Da carcaça do meu eu.

Não cumpri missão nenhuma,
Desenhei o chão que pisa,
Escolhendo a pior rima,
Quando o chão se fez em lama.

Acordei num pesadelo…
Se houve amor, ele não veio.
E eu morri deixando o vinho,
Da garrafa, pelo meio.

 

Brasília 01/05/16

Fernando Fortuna

Publicitário, escritor, cineasta, músico. Pois bem, amante das artes e dos movimentos filosóficos da alma. Noite Literal é o meu quintal celestial. É neste espaço que pretendo trocar energias com você.

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