Sim, o morro precisava de palhaços, aqueles palhaços coloridos, que dão gargalhadas de felicidade, e contagiam com isso. E daí, nem precisava hospital, porque ninguém iria adoecer com tanta alegria. O máximo seria uma salinha de curativos pra molecadinha mais arteira. O morro precisava de palhaços coloridos e engraçados, e todo mundo iria rir das piadas do palhaço, porque todo mundo é inteligente e tem cultura, e porque todo mundo iria querer aprender com seus professores, nas suas escolas, qual é a verdadeira graça da vida. Sim, o morro precisava de palhaços, pra levar a marmelada, o pirulito e o algodão doce. Parece irônico que Philip Astley, jovem sargento inglês, tenha modernizado o circo na metade do século dezoito ao adicionar palhaços no espetáculo. Sim, o morro precisava dos palhacitos coloridos, e não de palhacitos verde oliva.

Fernando Fortuna
A poesia, a literatura, são algumas das minhas ferramentas primordiais para vencer os fantasmas diários, sair dos labirintos escuros e colocar, no lado iluminado da vida - aquele que alguns insistem em chamar de “lado de fora” - pinceladas certeiras de emoções. Do sangrar ao riso, do sul ao norte da mente, do céu ao inferno da alma. Eu sou Fernando Fortuna: publicitário, escritor, cineasta, músico. Pois bem, amante das artes e dos movimentos filosóficos da alma. Noite Literal é o meu quintal celestial. É neste espaço que pretendo trocar energias com você. Sejam todos bem-vindos.
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Últimos comentários
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Renata says:
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Fernando says:
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Renata says:
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Fernando says:
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RENATA says:

Que sensibilidade e iluminação. Amei!!!
Muito grato. Vc é uma importante leitora.